...mas não são.
Às vezes, parece que a vida se resume a trabalho, esforço, trabalho e mais esforço e ainda mais trabalho...
Já se sabe que as coisas fáceis, aquelas que são dadas de mão beijada, pouco ou nenhum valor têm...
Mas por vezes não sabia bem um pouco dessa facilidade, dessa simplicidade tal, que pouco tínhamos de lutar para alcançar o que nós queremos?
Ao ver-me a entrar numa suposta época de stress e nervosismo, preocupo-me, mais uma vez, com tudo o que pode correr mal...
Sei que pareço pessimista, muito até, mas apesar desta minha tenra idade, parece que 80% da vida se resume a falhanços e a meras tentativas que acabam por dar em nada, e acho que já tive a minha quota parte deles...
Não sei, sinto um vazio...um vazio que tenho medo de preencher com sentimentos negativos.
Por vezes, apetece-me fechar no meu quarto, durante tempos infinitos e deitar-me na cama e pensar...deixar a minha mente vaguear e fluir e quiçá, deixar escorregar uma lágrima, cujo significado é tão óbvio para mim.
Por muito bonito e encantador que seja ouvir as pessoas dizer "Tu és uma lutadora desde o primeiro minuto que vieste ao mundo", há momentos em que só apetece responder: "Pois bem, mas já não me apetece ser lutadora...Estou cansada! Agora quero ser despreocupada e ralar-me menos, muito menos com a vida e com o futuro! Há problema?".
Quero ser uma rapariga despreocupada, mas não consigo...e isso mexe comigo, porque o que eu constato diariamente é que este mundo está cheio de pessoas despreocupadas e eu quero ser assim, por um dia, por umas horas...
Não quero pensar nas consequências dos meus actos, não quero pensar no que vem a seguir...apenas quero viver de forma livre e deixar o destino traçar tudo o que eu teimo em fazer.
Não sei se esta minha personalidade (forte ou não, dependendo dos vários pontos de vista) é influenciada pelo facto de que sempre me convenci que nunca deveríamos desistir do que é realmente importante para nós.
Perante as adversidades da vida, sempre pensei que todos deveriam olhar para o lado positivo e seguir caminho, mas por vezes, entendo o ponto de vista dos que desistem de lutar, daqueles que se conformam...
A justificação é simples: lutar cansa, deixa-nos exaustos e com vontade de mandar tudo pelo ar.
É a mais pura das verdades!
E agora, muito sinceramente, partilho convosco que estou surpreendida com o que acabei de escrever, porque eu sempre fiz parte dos que lutam e não desistem, e de repente, cá estou eu a escrever algo que supostamente não é da minha pessoa, da minha vivência e de tudo o que defendo.
Estranho, sim...mas a verdade é que, independentemente de apoiar ou não, percebo o porquê de não se lutar constantemente e de querer as coisas os mais simples possíveis.
Só posso dizer que percebo.
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